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Mesmo com pandemia, energia solar cresce 70% no Brasil

04/01/2021

As instalações de geração solar no Brasil tiveram salto de 70% no ano, para 7,5 gigawatts (GW), quase metade da capacidade da hidrelétrica de Itaipu. O desempenho não passou batido entre investidores, e levou grandes elétricas globais e locais a ampliarem apostas na tecnologia no maior país da América Latina.

Empresas como a chinesa CGN, a norueguesa Statkraft e a VRTM, joint venture da canadense CPPIB com a Votorantim Energia, disseram recentemente que seus próximos projetos no Brasil devem envolver usinas fotovoltaicas.

A canadense Brookfield, de infraestrutura, estreou na fonte no país com a aquisição de uma usina gigante a ser concluída até 2023, enquanto a francesa Engie e a portuguesa EDP têm ampliado o foco na tecnologia, que entrou na mira até mesmo de petroleiras como a Shell para 2021.

“A solar ganhou corpo, está mudando de patamar e de escala. É uma fonte que se torna agora mais interessante para esse perfil de investidores, que são maiores, e antes olhavam mais outras renováveis, mais especificamente energia eólica”, disse à Reuters a diretora da consultoria Clean Energy Latin America (CELA), Camila Ramos.

Embora a expansão solar em 2020 ainda tenha ficado 1 GW abaixo do inicialmente previsto, com impactos da crise do coronavírus, o resultado final gera otimismo e mostra uma recuperação “em V”, disse o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

Ele destacou ainda que o ano marcou uma virada, com projetos de geração distribuída –que envolvem placas solares em telhados ou terrenos para atender diretamente à demanda de pessoas ou empresas– ultrapassando usinas de grande porte em capacidade. Mas evitou fazer projeções para 2021, dizendo que estudos ainda estão sendo feitos.